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GRECCO BURATTO
 
 

Ouvi dizer, por essas ruas já não andas mais

Aos nossos bares de costume, tu já não vais

Do nosso grande amor

só restou mesmo essa desilusão.


E aprendi, que dessa vida só se leva a dor

de samba-enredo e alegria só vive o fiel (cantor)

É Quarta-Feira todo dia

na passarela do meu Carnaval


Me diz agora, o que é que eu faço pra te esquecer

Por onde começo a me reencontrar

Se a cada passo eu volto a cair

Se são nos teus braços que eu quero domir

Me diz agora, já não voltas mais.


Andei, de bar em bar a te buscar em qualquer uma

Me encontrei apenas com outra paisagem nua

A decorar minha cama

com sua beleza e sua solidão


E entendi, da despedida só se leva o adeus

de esperança e poesia vive o sonhador

Foi Quarta-Feira, eu bem me lembro

A apoteose deste nosso amor


Me diz agora, o que é que eu faço pra te esquecer

Por onde começo a me reencontrar

Se a cada passo eu volto a cair

Se são nos teus braços que eu quero domir

Me diz agora, “Já não volto mais.”



Amei, a quem quer que fosse a abrir-me os braços

E desabei exausto logo após o gozo

E chorei em luto a minha alma morta

E procurei sem jeito pelos meus sapatos

E me vesti com pressa todo envergonhado

E a bejei na testa só por gentileza

E caminhei aflito em direção a porta

E lhe fitei calado a procurar respostas